quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Betty Gofman representa Zezé Macedo no Teatro



Betty Gofman em "A vingança do espelho" peça de autoria de Flávio Marinho faz uma belíssima homenagem interpretando a grande atriz Zezé Macedo conhecida popularmente como Dona Bela da Escolinha do Professor Raimundo.A peça teatral é sem dúvida um elo que se abre para a beleza por trás da atriz considerada "a feia" por não está dentro dos padrões estabelecidos.Ser conhecida pelo público como a feia a caracteriza com a graça de quem ganha a graça do público num passe de mágica!

Betty Gofman faz uma atriz chamada Estela que interpreta a Zezé Macedo e assim o universo da atriz torna-se amplo em dois pontos de vista distintos de uma atriz que é convidada pra fazer o papel da atriz que é considerada uma das mulheres mais "feias" e assim começa numa linha de pensamento construtiva e questionadora.

A atriz Zezé Macedo já recebeu o KiKito de ouro por sua atuação  em as Sete Vampiras.Quem diz que a atriz era só um bordão (Só pensa,naquilo!) Desconhece sua trajetória de mais de 100 filmes e 4 livros de poesia.


O espetáculo teatral através da poesia presente na vida de Zezé Macedo afronta os rótulos pré estabelecidos.


Quem ama o feio bonito lhe parece.( ditado cruel e esmagador )

Enfim o feio não existe,existe uma alusão a subjetividade dos que enxergam os que os olhos repentinamente fala ...existe o feio quando os olhos não conseguem ver a beleza que ali existe.Existirá a beleza sempre para aqueles que amam a arte de representar.

HISTÓRIA TRÁGICA

Perdeu seu filho de 1 ano ao cair dos braços da avó.Seu bebê teve traumatismo craniano.Após um grito de pavor ficou sem voz,afetando seriamente as suas cordas vocais.Essa história dramática poucos conhecem,mas também poucos conhecem a mulher que aos 38 anos realizou o sonho de ser atriz emprestando sua graça e seu talento.

Através desse vídeo podemos saber mais sobre a Betty Gofman,o espetáculo teatral e a Zezé Macedo.Vale a pena conferir.





Bela homenagem à Zezé Macedo que foi uma atriz de sensibilidade extrema e de beleza singular.

Os rótulos não serão a verdade única e acabada,enquanto a arte e a poesia se sobressair.

Assim parabenizo o Flávio Marinho e  a atuação da Betty Gofman que com delicadeza deram vida  às memórias da Zezé Macedo.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Noite boêmia



Poesia que deixo pra mais tarde
Depois de uma madrugada 
Com os amigos
Embevecidos com a vida
A poesia fica pra mais tarde
As noites boêmias 
E o respaldo da boa conversa
Fica pra mais tarde
Enquanto isso 
Afogo-me em um copo
De cerveja
E a poesia 
Que guardara
Aparece 
E os amigos também
E Apreciam 
A companhia,a bebida e a poesia
A poesia que era pra mais tarde
Não faltou
Ah,que noite boêmia,bucólica e poética.


Arlã Rocha

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Contemplação


Praia de Boa Viagem  (20.10.2013)


Contemplo a noite
Vejo o luar que reacende 
penetra minha alma
Revitaliza o meu ser
A sonoridade das águas nas pedras 
Ecoa e anuncia a chegada da noite.

O prazer da noite está em buscar na escuridão 
a luz que reacende.
Posso afirmar
Em meio à escuridão a noite enluarada 
nasce para todos 
até que o sol nasça e reafirme um novo dia 
Eu direi ...

Boa Noite!




Arlã Rocha

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Fusão do clássico com o popular

Foto extraída do site http://www.parquedonalindu.com

Hoje aliar a música clássica à música popular brasileira é mais do que um recorte é uma leitura moderna de extremo bom gosto.Podemos citar um exemplo clássico disso é o trabalho do Lenine que uniu a sua música a sinfonia da Orquestra Sinfônica Brasileira.



No Parque Dona Lindu no dia 20 de outubro de 2013 o espetáculo foi transmitido pela Tv Cultura.Pura arte!
Quem acha ainda que a música clássica não pode se unir ao que chamamos de popular.Não conhece o trabalho de Alceu Valença com a Orquestra Ouro Preto intitulado de Valencianas.


E se você ainda não conhece essa fusão.Não deixe de conferir quando tiver a oportunidade.

Para saber mais sobre a apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira com Lenine acesse o site 

domingo, 20 de outubro de 2013

Como as pessoas caracterizam outra pessoa como "feia".Quais parâmetros usa?


Quando alguém diz que a outra pessoa é "feia" tendo visto a pessoa pela primeira vez e sem nunca ter tido um outro contato.É óbvio que usa o parâmetro da beleza física idealizada?
O que é a beleza física idealizada?
É a beleza que afronta os olhos dessa pessoa.E com que olhos essa pessoa olha?
Olha com os olhos do julgador baseado no que idealiza.
Algo que nem mesmo alcança,pois se idealiza realmente não tem a beleza que julga ser ideal.
O imaginário do julgador responde que seu ego afrontado é nada mais e nada menos que um preconceito chamado feiura.Diz o julgador:
-Se a feiura é palpável terá forma horrenda.
E qual seria a forma horrenda?O que nos fere?O que irrita nossos olhos?O que fere fisicamente e moralmente?
Se não tivéssemos olhos a feiura teria outro conceito?
E se por um mesmo defeito acha alguém feio(a) observe se  está julgando utilizando o ideal de beleza inigualável.A beleza que idealiza e que nem mesmo alcança.E se você não alcança.Quem além de você seria capaz de alcançar?E se aparece alguém com tal beleza física você lembra de outros conceitos.
Que pra ser bonito(a) precisa ter defeitos e a pessoa perfeita é aquela educada e que não é dissimulada.
Fáceis conceitos!Aliás você julgador será mesmo que teus olhos estão a serviço do preconceito.Isso realmente é feio!
E se você precisa da aprovação desse outro pra sentir beleza em você.Cuidado você é refém da sociedade que te julga.
E se alguém torna- se belo(a) pra você quando desfila em uma Ferrari.O seu conceito de beleza é usufruto da sua ambição.Aí seria assunto para um outro artigo.

Arlã Rocha


sábado, 19 de outubro de 2013

Centenário de Vinícius de Moraes


Hoje é o centenário de Vinícius o grande poeta completaria 100 anos  como lembrara um amigo.Penso...


Será que me restaria um pouco de poesia no meu leito de morte.
Às vezes acho que posso perder-me num mar de lamentações,mas quando leio Vinicius sinto que ainda restaria as poesias de Vinicius em minha memória para embeber-me em um mar de poesias e até quando não pudesse mais no meu leito recitaria.

Ai, quem me dera - Poema Vinícius de Moraes


Ai quem me dera, terminasse a espera
E retornasse o canto simples e sem fim...
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor

Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais

Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguem chamar por mim...

Vinícius de Moraes

Para saber mais sobre a vida e obra de Vinícius de Moraes acesse o site

Despedida


Eu não quero ir em tão triste partida
Na ida me foge a dor 
A dor que ainda vive
insiste em ficar
Revestida em lembranças
A faísca da minha vida
No meu breve instante
Fez-se eterna
Em caminhada sinto
E vejo a partida
Até cessar o tempo
Vejo que ainda há tempo
De um infinito abraço
E consolar-me-ei com os afagos dos meus pais
E com as brincadeiras da infância
E pra não dizer que não vivo mais
Vivo apenas nas lembranças
Dos meus pais,dos meus irmãos,da esposa,dos filhos,dos amigos e daqueles que dividiram o amor em pedaços extremos 
Assim viverei eternamente 
Até que a dor seja transformada em memórias
Estarei aliviar-me da dor que no instante da partida
Fez-se dor pungente
Adeus e um infinito abraço
E assim faça da vida a extensão do amor 
Um turbilhão de bons pensamentos
Que movem ações
E alimentam a alma

Arlã Rocha